bola curta Edição de terça-feira, 15 de setembro | conheça |
☕ Bom dia, tenista! Na final de domingo do US Open, a Rolex pagou milhões, mas a melhor propaganda dela foi de graça e envolveu James Bond. E mais... Em 10 segundos | Rolex e James Bond roubam a cena no US Open | | A história de Alexander Zverev além das quadras | | O hábito de Alexander Zverev que irrita adversários | | Off Court: A “disputa” pelo prize money dos Slams | | Tem prêmio para quem indicar mais. Veja abaixo como ganhar |
Manchete do dia Rolex paga US$ 10 milhões ao US Open, mas seu melhor marketing na final foi de graça Na final do US Open deste domingo, um corte de câmera de poucos segundos gerou mais conversa que muito ponto genial. Enquanto o placar exibia o relógio da Rolex, patrocinadora oficial, marcando 0:07, a transmissão focou em Pierce Brosnan, um dos atores que interpretou James Bond. A sacada do diretor de TV foi instantânea e viralizou: o perfil do torneio postou o vídeo, que bateu 2,5 milhões de visualizações em um dia. A ironia? O James Bond de Brosnan usava relógios da Omega, principal concorrente da Rolex. O detalhe transforma a cena em uma pequena obra-prima do acaso. Nos anos 1960, o 007 de Sean Connery usava um Rolex Submariner, criando uma associação natural com a marca. Décadas depois, em 1995, a Omega fechou um contrato para ser o relógio oficial do espião, justamente a partir de GoldenEye, o primeiro filme com Brosnan no papel. O corte de câmera no US Open, portanto, uniu as duas marcas rivais em um mesmo segundo de tela, sem que nenhuma delas pagasse por isso. Para a Rolex, o episódio foi um golpe de sorte e de timing. A marca suíça é a cronometrista oficial do torneio desde 2018, em um acordo estimado em cerca de US$ 10 milhões por ano, parte de uma estratégia que inclui patrocinar os quatro Grand Slams e investir mais de € 180 milhões anuais em esportes de elite. A presença em Nova York, uma vitrine global de luxo, é fundamental para a empresa, que reforça sua imagem de precisão e legado. No fim das contas, o momento foi classificado como um "marketing de emboscada orgânico": a Rolex paga uma fortuna para garantir sua presença, mas a exposição mais comentada da noite veio de um insight da equipe de transmissão, potencializado pela velocidade das redes sociais. Em um negócio de milhões, a melhor propaganda às vezes não custa nada — só precisa de um bom olho e um 007 na plateia.Leia mais → Médicos limitaram seu futuro, mas mãe de Zverev garantiu: 'Esta doença não vai nos definir'  Alexander Zverev conquistou o US Open, seu segundo Grand Slam em três meses, mas a base de sua carreira foi construída sobre um desafio ainda maior. Aos quatro anos, o alemão nascido em Hamburgo foi diagnosticado com diabetes tipo 1, e os médicos foram taxativos: sua vida e a prática esportiva seriam 'extremamente limitadas'. Em um discurso de agradecimento, Zverev exaltou a força de sua mãe, que na época ignorou o prognóstico e declarou: 'O meu filho será o que quiser ser. (...) esta doença não nos vai definir'. A condição de saúde o acompanha até hoje, exigindo que ele injete insulina durante as partidas. Para ajudar outras pessoas na mesma situação, o tenista criou em 2022 a Fundação Alexander Zverev, que apoia crianças com diabetes. O esporte está no sangue da família: seus pais foram tenistas pela União Soviética e se mudaram para a Alemanha, onde o pai se tornou seu treinador para toda a vida. O irmão, Mischa Zverev, ex-top 25, também faz parte da equipe técnica. A trajetória de Zverev, hoje com 29 anos, também foi marcada por controvérsias fora das quadras, incluindo acusações de violência doméstica. Uma investigação da ATP concluiu que não havia provas suficientes para uma punição, e um outro caso na justiça alemã foi encerrado com um acordo em junho de 2024. Após uma década de lesões e polêmicas, o alemão parece finalmente ter encontrado a plenitude, somando os títulos de Roland Garros e do US Open a uma carreira que já incluía o ouro olímpico dos Jogos de Tóquio. Com 2,5 horas quicando a bola, Zverev vira alvo e expõe brecha na regra do saque  O novo campeão do US Open, Alexander Zverev, conquistou o título, mas sua rotina no segundo saque virou o centro de um debate. Uma análise da Sky Sports calculou que o alemão passou duas horas e meia apenas quicando a bola antes de sacar durante o torneio, sem contar a final. O hábito, que pode chegar a 25 quiques por ponto, incomodou adversários, mas uma curiosidade é que Zverev não está quebrando nenhuma regra: o tênis tem um cronômetro de 25 segundos para o primeiro serviço, mas não há limite de tempo para o segundo. A longa espera para o saque gerou reclamações diretas. O vice-campeão, Ben Shelton, explicou que é difícil esperar em posição de devolução, com o corpo em tensão, por 30 segundos. Karen Khachanov, derrotado por Zverev na semifinal, concordou, afirmando que a demora atrapalha a preparação de muitos jogadores. Segundo ele, o devolvedor se posiciona, mas Zverev quica a bola mais uma dúzia de vezes, forçando um novo ajuste a cada ponto. Até mesmo Bryan Shelton, pai e técnico de Ben, comentou durante a final que o ritmo do alemão pode desconcentrar o adversário. Os números confirmam que Zverev é um caso isolado. Dados do US Open de 2026 mostram que, no segundo saque, o tempo médio dos jogadores varia de 8 a 16 segundos. O alemão, por sua vez, leva em média 21 segundos. Questionado sobre o assunto, Zverev minimizou, descrevendo a situação como "bem engraçada" e afirmando que não conta os quiques. Ainda assim, ele reconheceu a duração de suas partidas, chegando a se desculpar com a equipe do torneio em seu discurso de vitória por mantê-los trabalhando até depois da meia-noite em seus primeiros jogos. A controvérsia já levou a pedidos por mudança. Ben Shelton defendeu publicamente a criação de uma nova regra para limitar o tempo no segundo serviço, argumentando que os jogadores não deveriam ter tempo ilimitado e que a demora prejudica o espetáculo para os fãs. Se a sugestão for para frente, os torcedores que acompanharam os estimados 12.000 quiques de Zverev no torneio poderão dizer que a longa espera, ao menos, serviu para alguma coisa.  Coluna • Offcourt por MPV A “disputa” pelo prize money dos SlamsFora das quadras, alguns dos maiores nomes do tênis travam há cerca de 18 meses uma discussão importante com os quatro Grand Slams: quanto da receita dos torneios deveria voltar para os jogadores? Liderados por nomes como Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, os atletas pedem que os Slams caminhem para destinar 22% de suas receitas ao prize money, além de maior investimento em welfare, previdência e participação dos jogadores nas decisões. A pressão chegou a incluir protestos e redução de compromissos de mídia em Roland Garros. (Reuters) A movimentação já produziu resultados. Em 2026, os quatro Majors distribuíram juntos cerca de US$ 415,6 milhões, com aumentos relevantes nas premiações, e o US Open chegou ao recorde de US$ 108 milhões. Além disso, foi criado um Player Advisory Council, dando aos atletas um canal formal de negociação com os Slams. (Reuters) Nesta semana, os jogadores decidiram suspender os protestos públicos e levar a discussão para esse novo conselho. Não significa que a disputa acabou. Só mudou de lugar. A pergunta continua a mesma: se são os jogadores que colocam o espetáculo em quadra, qual deveria ser a fatia deles no negócio? 🇫🇷Diane Parry vs Peyton Stearns🇺🇸 Guadalajara · Oitavas de final · não antes das 20:00 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 80% de vocês ficaram com Elsa Jacquemot. 🇨🇿Sara Bejlek vs Alycia Parks🇺🇸 Guadalajara · Oitavas de final · não antes das 17:10 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 100% de vocês ficaram com Tatjana Maria. 🇧🇷Vitória Barros vs Teodora Kostović🇷🇸 WTA Sao Paulo · Rodada de 32 · não antes das 10:30 BRT CONCURSO DE SETEMBRO Quem mais trouxer inscritos até 30/09 ganha um vale-compras de R$ 200 na Nike. * No concurso, só contam inscrições confirmadas pelo seu link ou por você. A semana começou com vitória para Thiago Monteiro no Challenger de Szczecin. Ontem, o brasileiro superou Stefano Travaglia por 6-3 e 7-6 para avançar no torneio polonês. Ainda no circuito Challenger, a terça-feira tem João Reis enfrentando Pierluigi Basile em Biella, na Itália. Já nos Estados Unidos, Igor Marcondes estreia no Challenger de Tiburon contra Nishesh Basavareddy. A chave principal do WTA de São Paulo também está em andamento com quatro brasileiras em quadra hoje. Laura Pigossi (218) joga contra Vendula Valdmannova (153), Gabriela Ce (294) encara Eva Lys (99), Vitória Barros (827) mede forças com Teodora Kostović (186), e Naná da Silva (660) tem pela frente Astra Sharma. O dia também será movimentado nas duplas. Em São Paulo, Luisa Stefani e a parceira Dabrowski enfrentam a dupla de Pereira e Souza, enquanto Ingrid Martins joga ao lado de Ortenzi contra Navarro Oliva M e Rodriguez. Em Tiburon, Igor Marcondes volta à quadra ao lado de Britto para o confronto com Gomez F e Martinez L. Os destaques das movimentações desta segunda. 🎾 ATP | #220 | João Reis | ▲ 62 | | #141 | Thiago Wild | ▲ 57 | | #12 | Novak Djokovic | ▼ 7 | | #4 | Ben Shelton | ▲ 5 |
🎾 WTA | #338 | Bia Haddad | ▼ 184 | | #52 | Zheng Qinwen | ▲ 69 | | #296 | Carolina Meligeni | ▲ 18 | | #1 | Elena Rybakina | ▲ 1 |
É isso por hoje. Até amanhã. 🎾 Um abraço, Equipe Bola Curta Sua leitura vale pontos.Confirme sua leitura e ganhe 0,1 ponto para subir de categoria no Clube de Inscritos. Conhecer os pontos de leitura →Vale uma vez por edição. 10 edições confirmadas = 1 ponto. Abrir o e-mail não basta: clique e confirme no Clube. Leituras não contam no concurso de setembro. 💬 A gente quer saber O que você achou da edição de hoje? 6 leitores deram nota média 5,0 para a edição de ontem. Siga a gente nas redes 🎾 A Bola Curta faz uma curadoria baseada naquilo que ela acha que seus leitores vão mais gostar de ler. bola curta |
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