bola curta Edição de segunda-feira, 14 de setembro | conheça |
☕ Bom dia, tenista! Ontem Alexander Zverev venceu o US Open e demorou uns bons segundos pra perceber que o jogo tinha acabado. E mais... Em 10 segundos | Alexander Zverev teve um momento inusitado ao vencer o US Open | | Dayana Yastremska mostra o que restou de sua casa após ataque | | Thiago Wild defende o título e dá um salto no ranking na Itália | | João Reis faz história em final com homenagem do campeão | | Curiosidade da semana: hoje O circuito Challenger da ATP | | Tem prêmio para quem indicar mais. Veja abaixo como ganhar |
Manchete do dia Zverev se atrapalha na conta e demora a perceber que venceu o US Open O primeiro título de Alexander Zverev no US Open terminou com uma cena curiosa: o alemão se atrapalhou na conta e não percebeu que havia vencido a partida. Após confirmar o serviço no ponto do campeonato neste domingo, ele simplesmente se posicionou no fundo da quadra para receber o saque de Ben Shelton, precisando de alguns segundos para entender que era campeão. A vitória sobre o americano, por 3 sets a 1, com parciais de 6-3, 7-6(2), 5-7 e 6-2, garantiu o segundo troféu de Grand Slam da carreira de Zverev, ambos conquistados em 2026. Jogando no Arthur Ashe Stadium, Zverev, número 2 do mundo, impôs sua experiência desde o início, quebrando o saque de Shelton logo no primeiro game. Ele dominou com o serviço, vencendo 85% dos pontos com o primeiro saque, e fechou os dois primeiros sets com autoridade. O americano, que buscava ser o primeiro campeão local desde Andy Roddick em 2003, reagiu no terceiro set e conseguiu sua única quebra na partida para forçar o quarto. No entanto, o alemão retomou o controle, quebrou o serviço de Shelton mais duas vezes e selou a vitória. A conquista em Nova York apaga a dolorosa derrota na final de 2020, quando ele perdeu para Dominic Thiem após abrir 2 a 0. Desta vez, o desfecho foi diferente e histórico: Zverev se tornou o segundo alemão a vencer o torneio, depois de Boris Becker em 1989. Em seu discurso, ele fez uma homenagem emocionada à mãe, lembrando quando foi diagnosticado com diabetes aos quatro anos e os médicos disseram que sua carreira no esporte seria limitada. Para Shelton, apesar da derrota, a campanha o levará do nono ao quarto lugar no ranking mundial.Leia mais → Apenas uma toalha de Roland Garros sobrevive a ataque que destruiu casa de Yastremska  A tenista ucraniana Dayana Yastremska usou suas redes sociais no sábado para relatar que seu apartamento em Odesa foi destruído por um ataque de míssil russo. Em meio às imagens da destruição, um detalhe chamou a atenção e foi destacado pela própria jogadora, atual número 113 do mundo: apenas uma toalha de Roland Garros sobreviveu ao ataque. Yastremska chamou o fato de "simbólico" e desabafou: "Um pedaço do tênis mundial sobreviveu a um míssil russo. Nossa casa não". O ataque, que segundo autoridades locais deixou dezenas de feridos, levou Yastremska a criticar diretamente as entidades que comandam o esporte. Ela marcou a Associação de Tênis Feminino (WTA) e a Federação Internacional de Tênis (ITF) em sua publicação, cobrando uma postura sobre a política que permite que atletas da Rússia e de Belarus compitam como neutros. "Olhem para essas imagens através dos nossos olhos. Este é o verdadeiro significado da sua 'neutralidade' — do lado ucraniano da quadra", escreveu. O caso de Yastremska não é um fato isolado. Em maio, sua compatriota Marta Kostyuk contou que um míssil atingiu um prédio próximo à casa de seus pais em Kiev, poucas horas antes de ela entrar em quadra pela primeira rodada do Aberto da França. Os episódios mostram como a guerra segue impactando diretamente a vida das atletas ucranianas, dentro e fora das quadras.Leia mais → Com quadra lotada, Thiago Wild repete 2023 e é bicampeão do Challenger de Gênova  Thiago Wild é o dono do saibro de Gênova mais uma vez. Neste domingo, o brasileiro conquistou o bicampeonato do Challenger 125 da Itália ao derrotar o espanhol Pedro Martinez, parciais de 6/4 e 6/2, em 1h33 de partida. Wild, que já havia levantado o troféu na edição de 2023, repetiu o feito diante de uma quadra central com lotação máxima para acompanhar a decisão. A vitória foi construída com autoridade e manteve a invencibilidade de Wild contra Martinez, agora com três vitórias em três confrontos. No primeiro set, o paranaense abriu 2/0 com uma quebra, sofreu o empate, mas pressionou na devolução para conseguir o break decisivo no décimo game e fechar em 6/4. Na segunda parcial, o domínio foi ainda maior para selar a conquista. O título é o terceiro de Wild em 2026 na categoria Challenger e o oitavo de sua carreira. A conquista rende 125 pontos e um belo salto no ranking da ATP: o brasileiro vai subir da 198ª para a 141ª posição na atualização desta segunda-feira. Com mais um troféu na bagagem, Wild mostra que a busca por seu melhor tênis está no caminho certo.Leia mais →  ‘Você é uma grande inspiração’, diz campeão a vice em 1ª final gay da história A final do Challenger de Tulln, na Áustria, terminou com uma cena que transcendeu o placar. Após vencer o brasileiro João Reis por 6/4 e 6/3, o suíço Mika Brunold pegou o microfone e homenageou o adversário na primeira decisão da história do tênis profissional masculino disputada entre dois atletas em atividade que são abertamente gays. ‘Você é uma grande inspiração para mim’, disse o campeão. O agradecimento de Brunold tem um motivo claro, que ele mesmo detalhou no discurso: ‘Um ano após você assumir, eu me assumi’. Reis foi pioneiro ao tornar pública sua homossexualidade em 2024, e o suíço fez o mesmo no ano seguinte. Ambos relatam ter alcançado os melhores resultados da carreira depois de se assumirem, um contraste com tenistas de gerações anteriores, como Brian Vahaly, que só falaram sobre o tema após a aposentadoria. Na quadra, a campanha dos dois finalistas foi sólida: Reis chegou à decisão sem perder um set sequer, enquanto Brunold cedeu apenas uma parcial em todo o torneio. Na final, o suíço foi superior. Ao final, porém, o troféu pareceu detalhe. A dedicatória de Brunold, reconhecendo o pioneirismo de Reis, mostrou que o maior placar do dia foi o do respeito e da representatividade, com os dois atletas celebrando juntos um marco que eles mesmos construíram para o esporte.Leia mais → 🇷🇺Liudmila Samsonova vs Elsa Jacquemot🇫🇷 Guadalajara · Rodada de 32 · não antes das 21:10 BRT 🇩🇪Tatjana Maria vs Taylor Townsend🇺🇸 Guadalajara · Rodada de 32 · não antes das 16:10 BRT 🇧🇷Carolina Meligeni vs Suzan Lamens🇳🇱 WTA Sao Paulo · Rodada de 32 · não antes das 18:40 BRT Especial · Curiosidade da semana  Toda segunda a gente para e explica um canto do tênis que nem todo mundo conhece bem. Hoje, vamos falar do ATP Challenger Tour, a famosa "segunda divisão" do tênis masculino. Pense no Challenger como a principal porta de entrada para os grandes torneios. É aqui que os jogadores que estão se destacando nos pequenos torneios Futures vêm testar seu nível, e também onde atletas mais experientes, que caíram no ranking, buscam a reabilitação. Em geral, o circuito reúne tenistas ranqueados fora do top 50 mundial. Criado em 1978 com apenas 18 eventos, o circuito cresceu absurdamente. Hoje, são quase 200 torneios espalhados por mais de 40 países. A pontuação e a premiação variam: um título pode render de 75 a 125 pontos, dependendo do prêmio em dinheiro, que vai de 35 mil a 150 mil dólares. Parece muito, mas é um degrau abaixo dos torneios da ATP, que distribuem de 250 a 2000 pontos para o campeão. É nesse circuito que a gente vê de perto a batalha por cada ponto no ranking. Para um jogador, ir bem nos Challengers significa ganhar confiança e, principalmente, os pontos necessários para conseguir entrar direto nas chaves de ATP 250, 500 e, quem sabe, em um Grand Slam. É o verdadeiro campo de provas do tênis profissional. CONCURSO DE SETEMBRO Quem mais trouxer inscritos até 30/09 ganha um vale-compras de R$ 200 na Nike. * No concurso, só contam inscrições confirmadas pelo seu link ou por você. O domingo foi de título para Thiago Wild (198º) no Challenger 125 de Gênova, na Itália. Campeão também em 2023, o paranaense conquistou o bicampeonato no saibro italiano ao derrotar o espanhol Pedro Martinez (148º) por 6-4 e 6-2. A vitória foi a terceira de Wild em três jogos contra o adversário. Este foi o terceiro troféu do brasileiro em Challengers em 2026. Quem também decidiu um título no domingo foi João Reis, mas ele acabou com o vice-campeonato no Challenger 100 de Tulln, na Áustria. Ele foi superado pelo suíço Mika Brunold por 6-4 e 6-3, em uma final histórica por ser a primeira entre dois tenistas profissionais abertamente gays. Após a partida, Brunold agradeceu ao brasileiro: "Você é uma grande inspiração para mim. Estou muito orgulhoso de nós". A semana começa com mais brasileiros em quadra pelo circuito Challenger. Em Szczecin, Thiago Monteiro (280º) estreia contra Stefano Travaglia (147º). Já em Tiburon, Igor Marcondes joga em simples contra Nishesh Basavareddy e, nas duplas, atua ao lado de Britto contra Gomez F e Martinez L. No Brasil, o WTA de São Paulo movimenta as quadras. Na chave de simples, Carolina Meligeni enfrenta Suzan Lamens. A competição de duplas também terá várias brasileiras na estreia: Luisa Stefani joga com Dabrowski contra Pereira e Souza; Ingrid Martins e a parceira Ortenzi encaram Navarro Oliva M e Rodriguez; e Laura Pigossi, junto de Ovcharenko, joga contra Stoiana e Valdmannova. É isso por hoje. Até amanhã. 🎾 Um abraço, Equipe Bola Curta Sua leitura vale pontos.Confirme sua leitura e ganhe 0,1 ponto para subir de categoria no Clube de Inscritos. Conhecer os pontos de leitura →Vale uma vez por edição. 10 edições confirmadas = 1 ponto. Abrir o e-mail não basta: clique e confirme no Clube. Leituras não contam no concurso de setembro. 💬 A gente quer saber O que você achou da edição de hoje? 9 leitores deram nota média 5,0 para a edição de ontem. 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