bola curta Edição de sexta-feira, 11 de setembro | conheça |
Nota do editor Ontem, faltou deixar por aqui o nosso feliz aniversário ao Guga. Fica hoje o abraço da Bola Curta a essa lenda do tênis brasileiro, que atravessa gerações, abriu portas e inspirou tantos atletas que hoje estão em quadra. Gente que cresceu tendo o Guga como ídolo — assim como nós. Parabéns, Guga! 🎾 ☕ Bom dia, tenista! Ontem Aryna Sabalenka mostrou que o número 1 do ranking importa menos que a chance de fazer história no US Open. E mais... Em 10 segundos | Aryna Sabalenka tem uma escolha a fazer no US Open | | A história por trás da herdeira bilionária do tênis | | Coco Gauff tem aliados secretos nos bastidores de Nova York | | O SP Open tem uma razão de existir, e ela tem nome | | Tenista da semana: Guillermo Vilas | | Tem prêmio para quem indicar mais. Veja abaixo como ganhar |
RESULTADOS Passada rápida pelos jogos de ontem US OPEN · SEMIFINALWTA | 🇧🇾 | Aryna Sabalenka ✓ | 7 | 6 | | | 🇺🇸 | Jessica Pegula | 5 | 2 | | | 🇰🇿 | Elena Rybakina ✓ | 3 | 6 | 6 | | 🇺🇸 | Coco Gauff | 6 | 4 | 4 |
Manchete do dia Sabalenka trocaria o nº 1 pelo tri do US Open Disposta a abrir mão da liderança do ranking por um feito histórico, Aryna Sabalenka está a uma vitória de seu objetivo. A bielorrussa, que recentemente afirmou que "ficaria mais do que feliz em perder o número 1 e ganhar o US Open, conquistando três títulos consecutivos", garantiu sua vaga na decisão do torneio ao derrotar a norte-americana Jessica Pegula por 7-5 e 6-2, nesta quinta-feira (10), em Nova York. Com o resultado, Sabalenka chega à sua quarta final seguida no US Open, onde busca o tricampeonato. A partida, que durou 1h20, foi definida por momentos cruciais. O primeiro set seguiu equilibrado e sem quebras até o último game, quando Sabalenka pressionou o serviço de Pegula para fechar em 7-5. Na segunda parcial, a ex-número 1 do mundo assumiu o controle mais cedo e dominou com quebras no quarto e oitavo games, selando a vitória. Apesar do placar, ela se mostrou impaciente em quadra e, depois do jogo, admitiu que estava "desesperada para ganhar". A vaga na final confirma a impressionante campanha de Sabalenka em Nova York, onde foi bicampeã em 2024 e 2025. Na decisão, ela aguarda a vencedora do duelo entre a cazaque Elena Rybakina, nova número 1 do mundo, e a norte-americana Coco Gauff, justamente a única a derrotá-la em uma final de US Open, em 2023. Leia mais → A declaração de que trocaria o topo do ranking pelo tri em Nova York soa como alívio, mas a impaciência em quadra e a confissão de que estava 'desesperada' para vencer mostram o peso real da busca pelo feito. A pressão pelo título parece ter apenas mudado de endereço, não diminuído. Os bilhões da família Pegula começaram debaixo da terra  Quando o assunto é Jessica Pegula, o rótulo de “herdeira bilionária” costuma chegar antes da explicação. Então vamos à origem do dinheiro: petróleo e gás natural. Seu pai, Terry Pegula, fundou a East Resources em 1983, com US$ 7,5 mil emprestados de amigos e familiares. A empresa explorava e produzia petróleo e gás na região dos Apalaches, nos Estados Unidos. O salto de escala veio em 2010, quando a Shell comprou a maior parte dos ativos da empresa por US$ 4,7 bilhões. Quatro anos depois, outra venda de ativos ligados a Terry movimentou US$ 1,75 bilhão. É esse caminho, da exploração de energia às grandes negociações, que explica a origem da fortuna por trás do sobrenome da tenista. A família levou parte desse dinheiro para os estádios. Em 2011, comprou o Buffalo Sabres, do hóquei, por US$ 189 milhões. Em 2014, Terry e sua esposa, Kim Pegula, adquiriram o Buffalo Bills, da NFL, por US$ 1,4 bilhão. E a disputa tinha concorrentes conhecidos: Donald Trump e um grupo liderado por Jon Bon Jovi também queriam o time. Os Pegula ficaram com ele. A reportagem de Fortune publicada pelo InfoMoney estima o patrimônio familiar em US$ 9,3 bilhões. Esse número se refere à família; não é o saldo da conta de Jessica nem dinheiro conquistado nas quadras. A tenista reconhece o tamanho da vantagem de partida: “Tenho plena consciência de que fui muito privilegiada e tive muitas oportunidades”, disse ao The Times, em declaração reproduzida na matéria. E acrescentou que não queria desperdiçá-las. Leia mais → Gauff também encontra enigmas nos bastidores do US Open  Longe da pressão das partidas no Arthur Ashe Stadium, Coco Gauff encontrou fontes de energia inusitadas nos bastidores do US Open. A americana desenvolveu uma amizade com dois funcionários do torneio: Ayanna Campbell, uma animadora de torcida que comanda gritos de guerra durante seus treinos, e Sharif Cobb, um supervisor que se tornou seu 'mestre dos enigmas' particular. Campbell, de 24 anos, que trabalha no atendimento ao público, viralizou ao adaptar um grito do filme 'As Apimentadas' para Gauff. 'Knock 'em down, roll 'em around, come on Coco, work', puxa Campbell, com a torcida respondendo 'Work!'. A tenista agradeceu com gestos de coração e comentários em redes sociais, chamando-a de 'minha rainha'. Já Cobb tem a missão de propor charadas para Gauff, um ritual que começou a pedido da própria atleta. Em entrevista, ela brincou que não tinha resolvido nenhuma, mas Cobb revelou que ela já decifrou várias. A conexão é mútua. Campbell, que também cria cantos para Carlos Alcaraz e as irmãs Williams, contou que foi a conquista de Gauff no US Open de 2023 que a fez se apaixonar pelo esporte. Ver o sucesso de alguém tão próxima de sua idade, segundo ela, 'dá esperança'. A própria Gauff fez questão de mencionar Cobb publicamente após sua vitória na terceira rodada, mostrando a importância dessas interações para sua campanha. Leia mais → A interação de Gauff com os funcionários mostra mais que simpatia. Revela uma atleta que, mesmo sob imensa pressão, busca e valoriza conexões humanas que a energizam, transformando o ambiente de um Grand Slam em algo pessoal e de apoio mútuo. Bia chegou ao top 20. Faltava cumprir a promessa do WTA Mesmo sem a presença de sua principal inspiração, a segunda edição do SP Open começa neste sábado, 12, com uma certeza: o torneio só existe por causa de Bia Haddad. A afirmação é de Lui Carvalho, diretor do evento WTA 250 disputado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Em entrevista, ele foi categórico ao creditar a criação da competição à tenista paulistana, que está em uma pausa na carreira. “Ela é a razão pela qual o SP Open existe, sem dúvida alguma”, declarou Carvalho, destacando o papel de Bia em atrair marcas e visibilidade para o tênis brasileiro durante sua grande fase entre 2022 e 2024. A ideia do torneio nasceu de conversas entre os dois, quando a própria Bia cobrava de Carvalho, que também dirige o Rio Open, a criação de um evento do circuito principal feminino no Brasil. O diretor então fez uma promessa à atleta: “Quando você for top 20, eu trago um WTA”. A tenista cumpriu sua parte e alcançou o top 20 pela primeira vez em agosto de 2022, o que deu início ao projeto. “Ela atingiu e falou: ‘Luí, agora é com você’”, relembrou o diretor. Para Lui Carvalho, Bia “já cumpriu seu papel com o tênis brasileiro” e é a “segunda maior tenista de todos os tempos no Brasil”. O legado de seu sucesso se reflete na força do torneio mesmo com sua ausência. A edição de 2026 conseguiu atrair nomes de peso, como a canadense Leylah Fernandez, vice-campeã do US Open de 2021, e a espanhola Paula Badosa, ex-número 2 do mundo, consolidando o evento no calendário internacional. Leia mais → 🇺🇸Ben Shelton vs Frances Tiafoe🇺🇸 US Open · Semifinal · não antes das 20:00 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 90% de vocês ficaram com Aryna Sabalenka — e a torcida acertou! 🇩🇪Alexander Zverev vs Karen Khachanov🇷🇺 US Open · Semifinal · não antes das 16:00 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 57% de vocês ficaram com Coco Gauff — mas deu Elena Rybakina. 🇧🇷Guto Miguel vs Thilo Behrmann🇦🇹 US Open Juvenil · Semifinal · não antes das 14:10 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 100% de vocês ficaram com Guto Miguel — e a torcida acertou! Especial · Tenista da semana  Toda sexta a gente puxa um nome que marcou época no tênis e vai atrás do lado que pouca gente conta — a origem, as manias, as histórias por trás. Hoje é a vez do gigante argentino Guillermo Vilas. Considerado o maior nome do tênis argentino, Vilas foi um especialista absoluto no saibro, onde conquistou 49 de seus títulos na carreira — uma marca superada apenas por Rafael Nadal. Entre seus maiores feitos estão as conquistas de Roland Garros e do US Open em 1977, além do Australian Open em 1978 e 1979, e o ATP Finals de 1974. Mas a carreira de Vilas também é marcada por uma grande controvérsia: a do número 1 do mundo. Embora tenha sido líder de rankings alternativos importantes em 1977, a ATP nunca o reconheceu oficialmente no topo, apesar de estudos posteriores indicarem que ele teria alcançado a posição em 1975. Fora das quadras, Vilas deixou recordes impressionantes, como o de maior número de vitórias em uma única temporada: 145, em 1977. Um número absurdo que ajuda a medir o tamanho de sua dominância. Desde 1991, seu nome está no Hall da Fama do Tênis, imortalizando um dos maiores talentos que o esporte já viu. CONCURSO DE SETEMBRO Quem mais trouxer inscritos até 30/09 ganha um vale-compras de R$ 200 na Nike. * No concurso, só contam inscrições confirmadas pelo seu link ou por você. No US Open Juvenil, ontem, Guto Miguel virou sobre Jordan Lee, por 4-6, 6-3 e 7-6 e avançou à semifinal. Naná da Silva perdeu para Chukwumelije Clarke, por 6-3, 5-7 e 6-3. Hoje, Guto Miguel enfrenta Thilo Behrmann por uma vaga na final. No Challenger 100 de Tulln, ontem, João Reis (282) bateu Thiago Monteiro (280), por 6-3 e 6-4 e avançou às quartas. Gustavo Heide (128) superou Diego Dedura-Palomero (190), por 6-1 e 7-5 e avançou às quartas. Hoje, Gustavo Heide enfrenta Mika Brunold (410) por uma vaga na semifinal. Na mesma rodada, João Reis enfrenta Lukas Neumayer (191). No Challenger 125 de Gênova, ontem, Thiago Wild (198) bateu Massimo Giunta (422), por 7-5 e 6-3 e avançou às quartas. Hoje, Thiago Wild enfrenta Juan Pablo Varillas (234) por uma vaga na semifinal. Nas duplas do Challenger de Sevilha, ontem, Behar e Fernando Romboli bateram Llamas Ruiz e Nunez Serrano, por 7-5 e 7-5 e avançaram à semifinal. Hoje, Behar e Fernando Romboli enfrentam Barrientos e Kestelboim por uma vaga na final. Neste dia, em 1999, uma jovem Serena Williams, de 17 anos, vencia Martina Hingis e conquistava o US Open, seu primeiro título de Grand Slam em simples. Foi o início de uma das carreiras mais dominantes da história do esporte. É isso por hoje. Até amanhã. 🎾 Um abraço, Equipe Bola Curta Sua leitura vale pontos.Confirme sua leitura e ganhe 0,1 ponto para subir de categoria no Clube de Inscritos. Conhecer os pontos de leitura →Vale uma vez por edição. 10 edições confirmadas = 1 ponto. Abrir o e-mail não basta: clique e confirme no Clube. Leituras não contam no concurso de setembro. 💬 A gente quer saber O que você achou da edição de hoje? 4 leitores deram nota média 5,0 para a edição de ontem. Siga a gente nas redes 🎾 A Bola Curta faz uma curadoria baseada naquilo que ela acha que seus leitores vão mais gostar de ler. bola curta |
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