bola curta Edição de quinta-feira, 10 de setembro | conheça |
Nota do editor Espero que tenham gostado da edição extra de ontem. Um jogo tão épico, terminado num horário tão fora do comum, merecia uma edição só para ele. Podemos repetir a experiência quando a história justificar. Por enquanto, seguimos com nossa edição diária.
E fica o convite: vocês podem escrever para contato@bolacurta.com.br para contar o que acharam, sugerir assuntos ou conversar com a gente. Um abraço,
TG ☕ Bom dia, tenista! Ontem teve troca de guarda no topo do ranking feminino, com uma virada daquelas que valeu a liderança no US Open. E mais... Em 10 segundos | Elena Rybakina tem um dia para a história em Nova York | | A polêmica dos influenciadores no US Open vista por dentro | | Carlos Alcaraz já tem o calendário cheio após o US Open | | O segredo de Rafael Nadal no US Open estava no cabelo | | Tem prêmio para quem indicar mais. Veja abaixo como ganhar |
RESULTADOS Passada rápida pelos jogos de ontem US OPEN · QUARTAS DE FINALATPWTA | 🇰🇿 | Elena Rybakina ✓ | 3 | 6 | 6 | | | 🇨🇳 | Qinwen Zheng | 6 | 1 | 4 | | | 🇩🇪 | Alexander Zverev ✓ | 6 | 7 | 6 | | | 🇳🇱 | Botic Van de Zandschulp | 2 | 5 | 1 | | | 🇺🇸 | Ben Shelton ✓ | 6 | 6 | 6 | 1 | 7 | | 🇪🇸 | Carlos Alcaraz | 7 | 1 | 3 | 6 | 6 | | 🇺🇸 | Coco Gauff ✓ | 2 | 7 | 6 | | | 🇷🇺 | Mirra Andreeva | 6 | 6 | 2 | |
Manchete do dia Rybakina vira sobre Zheng, vai à semi do US Open e garante posto de número 1 do mundo O dia 9 de setembro de 2026 entrou para a história de Elena Rybakina. Ao vencer a chinesa Qinwen Zheng de virada nas quartas de final do US Open, com parciais de 3-6, 6-1 e 6-4, a cazaque garantiu os pontos necessários para se tornar a nova número 1 do mundo pela primeira vez na carreira. A vaga na semifinal e o topo do ranking não vieram com facilidade. Zheng, número 121 do mundo e vinda do qualifying, jogou em alto nível e levou o primeiro set. Rybakina, no entanto, foi minando a adversária aos poucos e superou as dúvidas recentes por conta de uma lesão no calcanhar que quase a tirou do torneio em Nova York. Com o resultado, Rybakina se tornará a 30ª tenista a liderar o ranking da WTA na próxima atualização, na segunda-feira. Ela encerrará um reinado de 99 semanas de Aryna Sabalenka e não pode mais ser alcançada na pontuação por Sabalenka, Jessica Pegula ou Coco Gauff, que também tinham chances matemáticas de sair do torneio na liderança. Leia mais → A famosa 'cara de pôquer' de Rybakina é mais do que um traço de personalidade; é uma arma tática. A capacidade de se manter impassível depois de perder o primeiro set para uma adversária inspirada foi o que permitiu a virada que valeu o topo do ranking. EXCLUSIVO BOLA CURTA Influenciadores no US Open: quem convida também precisa explicar o jogoPara entender a polêmica dos influenciadores no US Open, a gente foi ouvir uma brasileira que cria conteúdo, joga tênis e estava lá. Em conversa exclusiva com a Bola Curta, Gabriela Zapelini, a Gabi (@gabizapelini), contou como foi sua segunda visita ao torneio. Ela voltou encantada com o que viu em quadra — e com algumas cobranças sobre o que aconteceu fora dela.  | | Gabi Zapelini durante sua visita ao US Open. | Arquivo pessoal / Gabi |
O QUE ELA VIU Gabi percebeu o torneio mais cheio e agitado. Ao redor dela, havia gente falando alto, levantando e trocando de lugar; uma pessoa derrubou a bebida de sua amiga. Ela não presenciou os episódios que viralizaram e não identifica aqueles espectadores como influenciadores. O incômodo que relata veio do que acontecia bem ao seu lado. Entre os criadores que encontrou, porém, havia gente que conhecia pouco de tênis e estava ali pelos looks, pelas comidas e pelas ações das marcas. É aí que entra sua cobrança: o convite precisa vir acompanhado de orientação. Explicar quando circular e quando fazer silêncio parece básico. Para quem nunca acompanhou uma partida, pode fazer toda a diferença. “o barulho fora de hora pode mudar o placar” |
QUEM CONVIDA TAMBÉM TEM RESPONSABILIDADE Gabriela compara com sua passagem por Roland Garros: por lá, lembra, quem levantava fora de hora ou falava alto logo recebia uma orientação. Sentiu falta dessa atenção em Nova York. Sua proposta é que as marcas expliquem as regras aos convidados antes de levá-los à arquibancada. O jogador precisa se concentrar; quem está ao lado também quer assistir. UM DETALHE IMPORTANTE Vale separar os casos. Segundo a USTA, as duas influenciadoras que perderam as credenciais tinham sido incluídas indevidamente na lista de funcionários de um fornecedor de alimentação. Elas não estavam credenciadas como criadoras de conteúdo. Leia o esclarecimento na reportagem. |
 | | Arquivo pessoal / Gabi |
| | DO FEED PARA A QUADRA Gabi também defende o que a criação de conteúdo pode trazer de bom. Ela trabalha com um grupo de mulheres que se incentivam a sair do sofá, praticar esporte e fazer amizades. E conta com entusiasmo como é ver um ídolo jogar de perto: dá vontade de levar um pouco daquele tênis para o próprio jogo. |
Na visão de Gabriela, os torneios devem ficar mais criteriosos ao escolher criadores, olhando o conteúdo e o comportamento de cada um. Ela acredita que isso pode valorizar quem leva o esporte a sério como trabalho. O cuidado também vale para quem está ali só para torcer. Até a melhor intenção pode virar distração na hora errada. Como ela resume: “deixar o jogador fazer o trabalho dele é muito mais importante do que mostrar que você tá torcendo pra ele.” |
E você, tenista? O que está achando dessa polêmica? Como receber mais gente no tênis e preservar o respeito ao jogo? Conta pra gente em contato@bolacurta.com.br. A gente quer ouvir o seu lado também. E, por falar em conhecer outros olhares sobre o tênis, acompanhe a Gabi no Instagram: @gabizapelini. A conversa continua por lá. Conversa com a Bola Curta, a partir de relato enviado por Gabi Zapelini. Fotos: Arquivo pessoal / Gabi. |
Após queda no US Open, Alcaraz já tem seis torneios confirmados  A eliminação para Ben Shelton nas quartas de final do US Open, que encerrou uma sequência de 18 vitórias do espanhol em Grand Slams, não significará um longo descanso para Carlos Alcaraz. O tenista já tem seis torneios já confirmados em seu calendário até o fim do ano, com um cronograma intenso que mistura competições oficiais e exibições. O retorno às quadras está marcado para a Laver Cup, que acontece de 25 a 27 de setembro na O2 de Londres. De lá, Alcaraz viaja para a Ásia, onde defenderá o título do ATP 500 de Tóquio (30 de setembro a 6 de outubro) e disputará o Masters 1000 de Xangai (7 a 18 de outubro), torneio do qual esteve ausente na temporada passada. Ainda em outubro, o espanhol fará uma parada em Riad, na Arábia Saudita, para jogar o torneio de exibição Six Kings Slam (21 a 24 de outubro), entrando direto nas semifinais. A reta final da temporada oficial inclui o Masters 1000 de Paris (2 a 8 de novembro) e o ATP Finals em Turim (15 a 22 de novembro). Dependendo da classificação da Espanha, ele ainda pode disputar a fase final da Copa Davis em Bolonha, de 24 a 29 de novembro. Para fechar o ano, já em meio à sua pré-temporada, Alcaraz tem uma exibição agendada contra o brasileiro João Fonseca em São Paulo, no dia 12 de dezembro. Leia mais → A agenda lotada de Alcaraz, com exibições em meio a torneios cruciais, mostra o peso comercial de um astro. Resta saber se o calendário cobra um preço físico e técnico no longo prazo, especialmente após uma temporada desgastante. O corte de cabelo que virou amuleto para Nadal no US Open Em 2010, faltava apenas um troféu na estante de Rafael Nadal: o do US Open. Buscando uma mudança, o espanhol tomou uma decisão que se tornaria um ritual: procurou o cabeleireiro Julien Farel e pediu para cortar seu característico cabelo comprido. A aposta deu certo, e Nadal conquistou seu primeiro título em Nova York naquele ano, derrotando Novak Djokovic na final. O gesto virou um amuleto, e Farel se tornou o 'pé-quente' oficial do supersticioso tenista. A história aconteceu no salão exclusivo que Farel comanda há 18 anos dentro do Arthur Ashe Stadium, uma pequena barbearia escondida no lounge dos jogadores. O espaço, que funciona apenas com ordem de chegada, atende cerca de 500 atletas e treinadores a cada edição do torneio, com uma lista de clientes que inclui Coco Gauff, Aryna Sabalenka e o próprio Djokovic. Os serviços são gratuitos e focados em deixar os jogadores 'prontos para as câmeras', com cortes, penteados, unhas e maquiagem. A sorte de Nadal, no entanto, não parece ter contagiado seu compatriota Carlos Alcaraz. Em 2025, Farel se atrasou para um encontro marcado, e Alcaraz acabou tendo o cabelo raspado pelo irmão. Já em 2026, o espanhol está jogando com os fios mais longos e, segundo o cabeleireiro, 'não quer tocar em um fio de cabelo'. Farel também revelou que gostaria de cortar o cabelo de Alexander Zverev, que joga de coque, mas ressalta que a decisão é sempre do atleta. Leia mais → 🇧🇾Aryna Sabalenka vs Jessica Pegula🇺🇸 US Open · Semifinal · não antes das 20:00 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 100% de vocês ficaram com Mirra Andreeva — mas deu Coco Gauff. 🇰🇿Elena Rybakina vs Coco Gauff🇺🇸 US Open · Semifinal · não antes das 21:10 BRT Deixe seu palpite•Ontem, o palpite rachou: 50% pra cada lado — e deu Alexander Zverev. 🇧🇷Guto Miguel vs Jordan Lee🇺🇸 US Open Juvenil · Quartas de final · não antes das 13:10 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 71% de vocês ficaram com Guto Miguel — e a torcida acertou! CONCURSO DE SETEMBRO Quem mais trouxer inscritos até 30/09 ganha um vale-compras de R$ 200 na Nike. * No concurso, só contam inscrições confirmadas pelo seu link ou por você. A final escapou no desempate. Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski ganharam o primeiro set, mas Ashlyn Krueger e Robin Montgomery viraram por 4-6, 6-4 e 7-6 na semifinal das duplas do US Open, ontem. No US Open juvenil, Guto Miguel e Naná da Silva seguem na briga. Ele passou por Kai Thompson; ela, por Felitsata Dorofeeva-Rybas — ambos por 6-2 e 6-4. Hoje, as vagas nas semifinais passam por Jordan Lee, adversário de Guto, e Chukwumelije Clarke, que enfrenta Naná. Em Tulln, uma vaga nas quartas terá dono brasileiro: João Reis (282) enfrenta Thiago Monteiro (280) hoje, nas oitavas do Challenger 100. Gustavo Heide (128) também busca avançar, contra Diego Dedura-Palomero (190). Já no Challenger 125 de Gênova, Thiago Wild (198) tem Massimo Giunta (422) pela frente na mesma fase. Nas duplas do Challenger de Sevilha, Fernando Romboli e Ariel Behar venceram Max Alcala Gurri e Nikolas Sanchez Izquierdo por 7-6 e 6-3. Hoje, tentam dar mais um passo: enfrentam Llamas Ruiz e Nunez Serrano nas quartas. O giro termina em casa, no ITF M15 de Leme: Pedro Sakamoto (507) disputa as oitavas contra Pedro Albuquerque Dietrich, enquanto Mateus Alves (418) enfrenta Victor Braga na estreia, também hoje. Em 10 de setembro de 2000, Marat Safin conquistava seu primeiro título de Grand Slam ao derrotar Pete Sampras na final do US Open, por 6-4, 6-3 e 6-3. É isso por hoje. Até amanhã. 🎾 Um abraço, Equipe Bola Curta Sua leitura vale pontos.Confirme sua leitura e ganhe 0,1 ponto para subir de categoria no Clube de Inscritos. Conhecer os pontos de leitura →Vale uma vez por edição. 10 edições confirmadas = 1 ponto. Abrir o e-mail não basta: clique e confirme no Clube. Leituras não contam no concurso de setembro. 💬 A gente quer saber O que você achou da edição de hoje? 1 leitor deu nota 5,0 para a edição de ontem. Siga a gente nas redes 🎾 A Bola Curta faz uma curadoria baseada naquilo que ela acha que seus leitores vão mais gostar de ler. bola curta |
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