bola curta Edição de terça-feira, 8 de setembro |
☕ Bom dia, tenista! Carlos Alcaraz nem sabia quem ia enfrentar nas quartas do US Open e descobriu ao vivo na TV. E mais... Em 10 segundos | Iga Swiatek viveu um dia para esquecer no US Open | | Um golpe clássico do tênis está desaparecendo | | Carlos Alcaraz foi pego de surpresa ao vivo na TV | | Off Court: Quando a fumaça entra em quadra | | Tem prêmio para quem indicar mais. Veja abaixo como ganhar |
RESULTADOS Passada rápida pelos jogos de ontem US OPEN · OITAVAS DE FINALWTA | 🇰🇿 | Elena Rybakina ✓ | 6 | 6 | | | 🇯🇵 | Naomi Osaka | 1 | 4 | | | 🇷🇺 | Mirra Andreeva ✓ | 5 | 6 | 6 | | 🇦🇹 | Anastasia Potapova | 7 | 4 | 3 | | 🇨🇳 | Qinwen Zheng ✓ | 7 | 6 | | | 🇵🇱 | Iga Swiatek | 5 | 3 | |
Manchete do dia O colapso de Swiatek: polonesa abre 5-0, leva virada e sai chorando do US Open O que parecia uma vitória tranquila se transformou em um pesadelo para Iga Swiatek em Nova York. A polonesa, número 8 do mundo e campeã do torneio em 2022, foi eliminada nas oitavas de final do US Open nesta segunda-feira após uma virada impressionante da chinesa Qinwen Zheng, 121ª do ranking, por 7-5 e 6-3. O roteiro do jogo foi inacreditável. Swiatek começou de forma avassaladora e abriu 5-0 no primeiro set. Ela teve set points para fechar a parcial em 5-1 e novamente em 5-3, mas não conseguiu converter nenhuma das chances. A partir daí, Zheng, que veio do qualifying, ganhou confiança e embalou uma sequência de sete games seguidos para virar e levar o set. No segundo set, após liderar por 2-1, Swiatek pediu um atendimento médico e pareceu ter sua perna esquerda tratada. Ela não conseguiu mais se encontrar em quadra, e a derrota foi dura. A reação da polonesa mostrou o tamanho do baque: as câmeras da transmissão flagraram Swiatek deixando a quadra Arthur Ashe aos prantos, chorando copiosamente no túnel em direção ao vestiário. Leia mais → O fim de uma era? O backhand de uma mão está sumindo do tênis  A derrota de Stefanos Tsitsipas para Ben Shelton no US Open foi mais do que uma eliminação. O grego era o último jogador com backhand de uma mão ainda na chave, e sua saída foi um marco melancólico para os puristas do esporte. Com isso, é certo que nenhum tenista com o golpe chegará às semifinais de um Grand Slam na temporada. O golpe, eternizado por lendas como Gustavo Kuerten e Roger Federer, está se tornando uma raridade. Hoje, poucos jogadores no top 100 masculino o utilizam, incluindo Tsitsipas. O motivo. A velocidade do tênis moderno e as quadras mais lentas favorecem a potência e o controle do backhand de duas mãos. "Somos como dinossauros em processo de extinção", resumiu o próprio Tsitsipas. Até Federer, mestre do golpe, reconheceu que a mudança começa nos treinadores, que hoje em dia majoritariamente ensinam a versão com duas mãos. Para Tsitsipas, é uma pena perder um golpe tão clássico, mas ele conclui: "Não é o fim do mundo se ninguém mais jogar com o backhand de uma mão, o tênis continua". Leia mais → Que chave é essa? Alcaraz descobre adversário errado ao vivo na TV  Carlos Alcaraz passou por um momento no mínimo curioso após sua vitória no domingo pelo US Open. Durante uma entrevista ao vivo para a ESPN, o espanhol, atual campeão do torneio, descobriu que não sabia quem seria seu próximo adversário nas quartas de final. O ex-tenista Andy Roddick, campeão do US Open em 2003 e agora comentarista, perguntou a Alcaraz sobre os desafios de enfrentar Ben Shelton ou Stefanos Tsitsipas. Visivelmente confuso, o espanhol pediu para ele repetir a pergunta. Roddick começou a falar novamente, mas não conseguiu terminar a frase, pois Alcaraz se inclinou para olhar o papel que o americano segurava. Foi aí que veio a gafe. "Sério? Meu Deus, eu achei que ia jogar contra o vencedor de Medvedev e Tiafoe", disse Alcaraz, caindo na risada junto com Roddick. A partida entre Daniil Medvedev e Frances Tiafoe estava de fato acontecendo durante a entrevista, mas o vencedor enfrentaria Alex Michelsen. Muitos tenistas evitam olhar a chave para não se antecipar, mas é raro ver um jogador tão avançado em um Grand Slam sem saber seu próximo oponente. No fim, Shelton venceu Tsitsipas e será mesmo o rival do espanhol. Leia mais → Off court • por MPV Quando a fumaça entra em quadraToda terça-feira, o Bola Curta sai da quadra pra falar do que também é tênis. Esse é o primeiro Off Court. Uma coluna nova, feita com muito carinho, pra contar as histórias que moram nas bordas do circuito, longe do placar e dos holofotes. Bora começar. 🟠 Longe dos holofotes: Quando a fumaça entra em quadra Nova York sempre foi um Grand Slam diferente: barulho, música, gente circulando durante os jogos. Nos últimos anos, um elemento bem nova-iorquino passou a atravessar os portões de Flushing Meadows — o cheiro de maconha. Na última semana, Aryna Sabalenka interrompeu sua partida contra Kamilla Rakhimova no Louis Armstrong Stadium para reclamar do cheiro à árbitra, dizendo que atrapalhava sua concentração. Não é a primeira vez: Nick Kyrgios reclamou do mesmo em 2022, Maria Sakkari em 2023, e Zverev chegou a brincar que a Court 17 parecia a sala de estar de Snoop Dogg. Nesta edição, Katie Boulter, Francesca Jones e Adrian Mannarino também relataram o cheiro — até Sabalenka parar o jogo e reacender a discussão. 🟠 Mas pode fumar maconha em Nova York? Depende de onde. A cidade legalizou o uso recreativo para maiores de 21 anos em 2021, com regras parecidas às do cigarro — o que não inclui poder fumar em qualquer lugar. O Billie Jean King National Tennis Center é ambiente livre de fumaça, e os parques públicos da cidade também proíbem. O complexo do US Open fica dentro do Flushing Meadows Corona Park, com quadras relativamente expostas às áreas ao redor; a organização diz que nem sempre consegue identificar a origem do cheiro, e em 2023 a USTA chegou a investigar a Court 17 sem achar ninguém fumando nas arquibancadas. Ou seja: a cannabis é legal na cidade, mas não dentro do torneio nem no parque — mesmo assim, dependendo do vento, o cheiro chega à quadra. 🟠 Como o resto do mundo resolve isso O tênis passa por vários lugares com políticas abertas sobre cannabis, mas que separam bem "legal na cidade" de "liberado no evento esportivo". O Canadá legalizou o uso recreativo em 2018, porém as regras variam por província: em Toronto, Ontário permite fumar em muitos espaços públicos abertos, mas cria zonas proibidas perto de instalações esportivas; já em Montreal, Quebec proíbe fumar ou vaporizar cannabis em praticamente todo espaço público. Mesmo país, políticas opostas. Na Holanda o paradoxo é maior: cannabis não é formalmente legalizada, e sim tolerada — pequenas quantidades e venda em coffeeshops não costumam ser processadas. Mas quando o circuito chega ao ATP 500 de Roterdã, essa tolerância acaba na porta: o regulamento do Rotterdam Ahoy proíbe posse, consumo e comércio de drogas leves e pesadas dentro do complexo, e até cigarro e vape ficam restritos a áreas específicas. 🟠 Legalizar não significa liberar A cannabis entrou de vez na paisagem de Nova York desde 2021. O problema é quando o que acontece fora do estádio interfere em quem está competindo dentro dele — e essa não precisa ser uma discussão moral sobre maconha, é mais simples: um jogador disputando um Grand Slam deveria parar a partida por causa do cheiro que chega da rua? Roterdã resolve com separação rígida, Toronto cria zonas de proteção ao redor do esporte, Montreal restringe o consumo público de forma ainda mais ampla. Nova York talvez precise achar sua própria resposta — porque liberdade fora das quadras não precisa virar fumaça dentro delas. No fim, a regra pode ser simples: a cidade decide o que é legal. O torneio decide o que entra em quadra. 🇧🇾Aryna Sabalenka vs Linda Noskova🇨🇿 US Open · Quartas de final · não antes das 12:30 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 100% de vocês ficaram com Naomi Osaka — mas deu Elena Rybakina. 🇪🇸Carlos Alcaraz vs Ben Shelton🇺🇸 US Open · Quartas de final · não antes das 21:10 BRT Deixe seu palpite•Ontem, o palpite rachou: 50% pra cada lado. 🇧🇷Naná da Silva vs Daniella Britton🇬🇧 US Open Juvenil · Rodada de 32 · não antes das 12:00 BRT Deixe seu palpite•Ontem, 100% de vocês ficaram com Naná da Silva — e a torcida acertou! CONCURSO DE SETEMBRO Quem mais trouxer inscritos até 30/09 ganha um vale-compras de R$ 200 na Nike. * No concurso, só contam inscrições confirmadas pelo seu link ou por você. Ontem, no US Open (duplas), Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski venceram por 6-0 e 6-3. No US Open Juvenil, Naná da Silva e Guto Miguel venceram. No WTA 125 de Barranquilla, Carolina Meligeni (314) garantiu vaga na chave principal. Hoje, Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski jogam as quartas de final no US Open (duplas). Naná da Silva joga no US Open Juvenil. Também hoje, João Reis (282), Thiago Monteiro (280) e Gustavo Heide (128) jogam no Challenger 100 de Tulln. Thiago Wild (198) e Felipe Meligeni (465) jogam no Challenger 125 de Gênova. Pedro Sakamoto (507) joga no ITF M15 Leme. Carolina Meligeni joga no WTA 125 de Barranquilla. Neste dia, em 1968, Arthur Ashe fez história ao vencer o holandês Tom Okkeorn na final do US Open. Foi o primeiro título de Grand Slam de um homem negro, um marco na luta por igualdade racial no esporte. A quadra principal do torneio hoje leva seu nome em homenagem ao seu legado. É isso por hoje. Até amanhã. 🎾 Um abraço, Equipe Bola Curta 💬 A gente quer saber O que você achou da edição de hoje? 4 leitores deram nota média 5,0 para a edição de ontem. Siga a gente nas redes 🎾 A Bola Curta faz uma curadoria baseada naquilo que ela acha que seus leitores vão mais gostar de ler. bola curta |
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