Edição enviada por email em sexta-feira, 14 de agosto de 2026 às 6h
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Edição de sexta-feira, 14 de agosto
☕ Bom dia, tenista! Sexta-feira com cheiro de troféu brasileiro no ar e o circuito já a todo vapor em Cincinnati.
Em 10 segundos
Orlando Luz e Rafael Matos fazem história para o Brasil no Canadá.
Aryna Sabalenka abre o coração sobre luto e depressão.
Fim de festa em Toronto e Montreal com campeões definidos.
O circuito já engata a primeira marcha em Cincinnati.
Tenista da semana: David Nalbandian
Manchete do dia
Brasil faz história e conquista o Masters 1000 de Montreal
O tênis brasileiro viveu uma noite histórica ontem no Canadá. Orlando Luz e Rafael Matos conquistaram o título de duplas do Masters 1000 de Montreal, o maior da carreira de ambos, e cravaram seus nomes na história como a primeira dupla 100% brasileira a vencer um torneio deste nível desde a criação do formato, em 1990. A vitória veio de virada, com parciais de 5/7, 6/4 e 10/6, sobre o salvadorenho Marcelo Arévalo e o croata Mate Pavic, a terceira melhor dupla do mundo e campeã de Roland Garros em 2024.
O feito é ainda maior pelo tamanho dos adversários, uma dupla experiente e que chegou à final sem perder um único set no torneio. Os brasileiros, no entanto, mostraram força mental para buscar a virada após perderem o primeiro set e foram dominantes no super tie-break decisivo. A conquista coroa uma temporada de consolidação para Luz e Matos, que já haviam levantado troféus nos ATPs 250 de Santiago e Buenos Aires este ano.
Com os 1000 pontos do título, a dupla dá um salto no ranking e entra de vez na zona de classificação para o ATP Finals, que reúne as oito melhores parcerias do ano em Turim. "Desde que começamos a parceria na pré-temporada, nosso objetivo era o Finals de Turim. Ainda há um longo caminho pela frente, mas estamos muito felizes por estarmos entre os oito melhores", disse Orlando Luz após a partida. Um sonho que, depois de ontem, parece cada vez mais real.
Sabalenka desabafa sobre luto: "O tênis me salvou da depressão"
Em uma entrevista rara e muito sincera à revista Time, Aryna Sabalenka falou abertamente sobre um dos períodos mais sombrios de sua vida: a morte de seu ex-namorado, Konstantin Koltsov, em março de 2024. A tenista revelou que, contra a recomendação de sua equipe, decidiu jogar o WTA 1000 de Miami poucos dias após a tragédia. A decisão, que gerou críticas na época, foi sua forma de lidar com a dor. "O tênis realmente me salvou da depressão", desabafou. "Eu só estava tentando focar nos treinos, para passar menos tempo comigo mesma nos meus pensamentos. Eu chorava muito". Meses depois, ela percebeu que precisava de uma pausa e tirou férias para "esquecer do tênis por alguns dias". Na entrevista, Sabalenka também falou sobre seu noivado com o empresário brasileiro Georgios Frangulis e sobre o legado que quer deixar, pregando o equilíbrio para que os sonhos "não acabem te destruindo".
Enquanto as duplas faziam história, as chaves de simples de Montreal e Toronto também coroaram seus campeões ontem. No masculino, em Montreal, o americano Ben Shelton confirmou o bom momento e faturou o bicampeonato em solo canadense — ele já havia vencido em Toronto no ano passado. Já no feminino, em Toronto, Iga Swiatek pôde, enfim, sorrir com um troféu nas mãos. A polonesa, atual número 8 do mundo, conquistou seu primeiro troféu na temporada 2026 ao dominar a cazaque Elena Rybakina na grande final. Foi um desfecho que encerrou um jejum de títulos e recolocou a ex-líder do ranking no caminho das vitórias importantes.
Masters 1000 de Cincinnati · Rodada de 128 · não antes das 14h20 (BRT)
Duelo 100% holandês para abrir os trabalhos em Cincinnati. Dois jogadores de estilos agressivos e que se conhecem muito bem, o que costuma render jogos tensos e decididos no detalhe.
🎯 Seu palpite
Quem vence? Toque no seu palpite e veja como está a torcida.
Masters 1000 de Cincinnati · Rodada de 128 · não antes das 13h10 (BRT)
O clássico confronto de estilos na quadra dura. De um lado, a consistência e o trabalho de pernas do argentino Sebastián Báez; do outro, a plástica e a variedade de golpes do búlgaro Grigor Dimitrov.
▸Swiatek celebra evolução em Toronto — Depois de chegar à final no Canadá, Iga Swiatek disse que a campanha foi muito positiva e inspiradora. A polonesa, que enfrentou um início de ano difícil, afirmou que a semana em Toronto mostrou que o trabalho duro compensa e a ajudou a recuperar a confiança para a reta final da temporada. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
▸Rybakina se diz orgulhosa após virada — Antes de cair na final, Elena Rybakina teve uma campanha de superação em Toronto. Em entrevista após a semifinal contra Coco Gauff, que terminou perto da 1h da manhã, a cazaque admitiu que não sabia exatamente como conseguiu a virada. Foi a terceira vez no torneio que ela venceu após perder o primeiro set, e ela creditou a vitória à sua capacidade de lutar em todos os pontos. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
Especial · Tenista da semana
Toda sexta, a gente mergulha na história de um nome que marcou época no esporte, buscando o lado que pouca gente conta. Hoje, é a vez de um dos talentos mais puros e imprevisíveis que a Argentina já produziu: David Nalbandian.
Nascido em Córdoba, Nalbandian era um tenista de mão cheia e temperamento forte, capaz de feitos incríveis. Foi o primeiro argentino a chegar a uma final de simples em Wimbledon, mas seu momento de maior glória veio no ATP Finals de 2005. Na decisão, ele encarou um Roger Federer no auge da forma e, depois de perder os dois primeiros sets em tie-breaks apertadíssimos, conseguiu uma virada épica em cinco sets para levantar o troféu mais importante de sua carreira.
Essa capacidade de derrubar gigantes era sua marca registrada. Em 2007, ele emendou uma sequência absurda, vencendo os Masters 1000 de Madri e Paris. No caminho, bateu os dois maiores nomes da época: Roger Federer e Rafael Nadal. Chegou a ser o número 3 do mundo em 2006, mas as lesões e a inconstância o impediram de ir ainda mais longe.
Aposentado em 2013, Nalbandian deixou a imagem de um jogador genial, que talvez não tenha conquistado tantos títulos quanto seu talento sugeria, mas que, em seus melhores dias, era simplesmente imbatível.
Fonte: Wikipédia
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Além do título histórico de Orlando Luz e Rafael Matos em Montreal, que já contamos em detalhes, a quinta-feira também foi de vitórias brasileiras no saibro de Campos do Jordão. A jovem Victoria Luiza Barros teve um dia perfeito: avançou às quartas de final de simples ao bater a peruana Romina Ccuno por 6-2 e 6-2, e mais tarde, nas duplas, ao lado de Luana Miessa, também garantiu vaga na semifinal.
Enquanto isso, a principal promessa do tênis brasileiro, João Fonseca, anunciou uma mudança em sua equipe de treinadores, buscando aprimorar seu jogo para a gira de quadras duras norte-americana.
Hoje, a jornada continua. Matheus Pucinelli busca uma vaga na semifinal do Challenger de Hamburgo, na Alemanha. Já em Campos do Jordão, teremos um duelo brasileiro nas quartas de final entre Marjorie Souza e Victoria Luiza Barros. Nas duplas, a semifinal também terá brasileiras dos dois lados da rede.
Veja os pontos decisivos da vitória histórica de virada de Rafael Matos e Orlando Luz sobre Marcelo Arevalo e Mate Pavić na final de duplas do Masters 1000 canadense.
Neste dia, em 1996, Andre Agassi protagonizou um momento raro: foi desclassificado de uma partida em Indianápolis. Depois de levar uma advertência, o americano xingou o árbitro de cadeira e levou o 'default' no jogo contra Daniel Nestor, mesmo depois de ter vencido o primeiro set.