Edição enviada por email em sexta-feira, 31 de julho de 2026 às 6h
bola curta
Edição de sexta-feira, 31 de julho
Nota do editor
Chegamos à edição de número 30.
Um mês de existência, um mês de vida e quase 200 inscritos. É uma marca que me deixa muito satisfeito e muito feliz.
Todo o feedback positivo que tenho recebido só aumenta a minha vontade de fazer o Bola Curta crescer e melhorar a cada dia.
Obrigado a cada um de vocês.
TG
☕ Bom dia, tenista! Sextou com a quadra cheia de histórias, da tecnologia que está mudando o jogo aos brasileiros avançando nos quatro cantos do mundo.
Em 10 segundos
A tecnologia está mudando o jeito de ver e jogar tênis
João Fonseca ganha status de favorito em Montreal
Dia de vitórias para o Brasil no circuito
Bernard Tomic segue surpreendendo no México
Tenista da semana: Gabriela Sabatini
Manchete do dia
O Jogo dos Números
O tênis sempre teve aquele ar de arte, de talento puro. Mas, cada vez mais, a conversa na beira da quadra parece papo de engenheiro. A revolução dos dados e a inteligência artificial não é mais futuro, ela já está ditando quem ganha e quem perde, transformando a preparação, a estratégia e até o jeito que a gente assiste aos jogos. A era do "feeling" está dando lugar à era da certeza matemática.
Já foi o tempo em que as estatísticas se resumiam a aces, duplas faltas e erros não forçados. Hoje, o que importa é o que acontece por trás desses números. Métricas como eficiência do saque-mais-um (o que acontece na primeira bola depois do serviço), mapas de calor de devolução e a performance em pontos de pressão (30-30, break points) viraram a língua oficial dos treinadores. A tecnologia de rastreamento, que segue a bola e o jogador, permite responder perguntas que antes eram pura intuição: o backhand está mesmo falhando ou é o forehand que não preparou a jogada direito?
Com isso, a estratégia baseada em padrões virou a regra. Os times agora sabem, com dados, qual a sequência de golpes mais eficiente contra cada adversário. Servir aberto no lado da vantagem para atacar o backhand seguinte não é mais um palpite, é uma ordem baseada em probabilidade. Para os jogadores, é um ajuste fino constante; para quem assiste, é uma camada nova de entendimento sobre por que uma partida virou. O talento ainda decide, mas ele agora vem com um manual de instruções cheio de gráficos.
Uma série de desistências de peso no Masters 1000 de Montreal abriu uma porta e tanto para João Fonseca. Com as ausências confirmadas de Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, a lista de entrada sofreu um efeito dominó, e o brasileiro foi empurrado para o grupo dos cabeças de chave do torneio. Na prática, isso significa que o João não apenas estreia direto na segunda rodada, ganhando um "bye", como também evita um confronto com qualquer outro jogador pré-classificado logo de cara. É uma vantagem importante em um dos maiores torneios do calendário.
Pelo ranking, o confronto mais forte do dia — os dois mais bem colocados da agenda em quadra.
Jessica Pegula vs Anna Kalinskaya
Washington · Quartas de final · não antes das 13h00 (BRT)
A principal favorita da casa, a americana Jessica Pegula, tem um teste duro pela frente. Kalinskaya vem fazendo uma boa temporada e tem armas para complicar o jogo sólido da americana, valendo vaga na semifinal do torneio da capital.
▸Tomic segue em alta e bate Khachanov — O australiano Bernard Tomic, ex-top 20, continua sua campanha de ressurreição no circuito. Ontem, ele passou fácil pelo russo Karen Khachanov e avançou para as quartas de final do ATP 250 de Los Cabos, no México. A vitória sobre um adversário de peso mostra que o talento do australiano, apesar dos altos e baixos da carreira, ainda está lá. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
▸Shelton se diz 'viciado' em grandes jogos — Depois de uma virada espetacular sobre o francês Ugo Humbert em Washington, o americano Ben Shelton resumiu seu estado de espírito. "Sou viciado em coisas assim: jogar nesses ambientes e nesses tipos de partida", disse ele. A partida de oitavas de final, em quadra lotada, parece ter dado a energia que ele precisava para buscar a vitória. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
▸Diretora de Montreal pede mudança no calendário — As desistências de última hora de Sinner, Djokovic e Alcaraz não agradaram a organização do Masters 1000 de Montreal. A diretora do torneio, Valérie Tétreault, afirmou que já está em conversas com a ATP para buscar mudanças no calendário. A ex-tenista defende que a proximidade com outros grandes eventos prejudica o torneio e os fãs. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
▸Alexandra Eala abraça o status de ídolo — A filipina Alexandra Eala sabe do peso que carrega. Sendo a única tenista de seu país no ranking da WTA, ela se tornou um símbolo. "Eu entendo que represento muito. Represento uma minoria", disse ela em Washington. Ela recebeu até uma Citação Presidencial em seu país por sua campanha em Wimbledon, um reconhecimento pelo pioneirismo no esporte. Leia mais →·Compartilhar no WhatsApp ↗
Especial · Tenista da semana
Toda sexta, a gente para pra olhar uma lenda do esporte e contar o lado da história que pouca gente conhece. Hoje é a vez de uma das tenistas mais elegantes e talentosas que já pisaram numa quadra: a argentina Gabriela Sabatini.
Imagine ser tão bom em algo, mas tão absurdamente tímido, que você prefere perder a ter que falar em público. Essa era Gabriela Sabatini na adolescência. Ela confessou anos depois que, em vários torneios juvenis, perdia jogos de propósito nas semifinais só para não ter que dar a entrevista de campeã na quadra. A menina que empilhava troféus tinha pavor dos holofotes, um paradoxo que marcou o início de sua carreira.
Apesar da timidez, o talento era inegável. Aos 13 anos, já era a mais jovem campeã do Orange Bowl. Aos 15, semifinalista de Roland Garros. Sabatini tinha um jogo plástico, um backhand de uma mão que era pura poesia e uma força que a colocou rapidamente entre as melhores. O auge veio com o título do US Open de 1990, batendo a arquirrival Steffi Graf na final. Ela ainda foi vice em Wimbledon, prata nas Olimpíadas de Seul e chegou a ser número 3 do mundo, tanto em simples quanto nas duplas.
Aposentada precocemente aos 26 anos, Sabatini deixou uma marca de classe e um recorde curioso: entre as jogadoras que nunca foram número 1, ela é a que mais venceu líderes do ranking. Em 2006, seu nome foi imortalizado no Hall Tênis, um reconhecimento justo para a campeã que, no fundo, só queria jogar seu tênis em paz.
Fonte: Wikipédia
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Dia positivo para os brasileiros, com vitórias importantes em diferentes níveis. O destaque fica com Thiago Monteiro, que venceu o italiano Andrea Pellegrino por 6-3 e 6-2 e avançou às quartas do Challenger de San Marino. Nas duplas, Orlando Luz e Rafa Matos também fizeram bonito e passaram pela dupla formada por Gonzalez e Pacheco Mendez no ATP 250 de Los Cabos, com um duplo 6-3.
Na Europa, Laura Pigossi venceu Caroline Werner por 7-6 e 4-0 (desistência) e também está nas quartas do ITF W100 de Gran Canaria. No Challenger de Bonn, Matheus Pucinelli superou Henri Squire por 6-2 e 7-6. Já no ITF de São Paulo, tivemos duelo brasileiro: Mateus Alves virou sobre Leonardo Storck Franca por 6-7, 6-2 e 6-1. Paulo Santos também avançou. A nota triste foi a eliminação de Pigossi nas duplas, ao lado de Fossa Huergo.
Hoje, a turma brasileira volta à quadra. Monteiro, Pucinelli e Pigossi jogam pelas quartas de seus torneios. E em São Paulo, teremos mais um confronto 100% nacional entre Paulo Santos e Mateus Alves.
Neste dia, em 1951, nascia na Austrália a lenda Evonne Goolagong Cawley. Uma das tenistas mais talentosas de sua geração, ela conquistou sete títulos de Grand Slam em simples e foi a segunda mulher na Era Aberta a se tornar mãe e depois voltar ao topo do ranking mundial.