Copa Davis
Publicada na edição de 12 de agosto de 2026 · ler a edição completa →
Toda quarta a gente para pra explicar uma daquelas coisas do tênis que todo mundo já ouviu falar, mas poucos sabem de onde veio ou como funciona de verdade. Hoje, o assunto é a Copa Davis.
Pense nela como a Copa do Mundo do tênis masculino. É a maior e mais antiga competição por equipes do esporte, onde os jogadores não representam a si mesmos, mas seus países. A ideia surgiu de forma bem simples: em 1900, quatro tenistas da Universidade de Harvard resolveram desafiar os britânicos, então donos do esporte, para um confronto. Um dos americanos era Dwight F. Davis, que não só bolou o formato como também comprou o troféu do próprio bolso. Por isso, o torneio leva seu nome.
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No começo, era só Estados Unidos contra Grã-Bretanha. Com o tempo, mais países entraram na disputa e a competição cresceu tanto que foi preciso criar zonas regionais (América, Europa, etc.). O formato foi mudando ao longo das décadas, até chegar ao sistema de um Grupo Mundial com as 16 melhores nações disputando o título principal em formato de mata-mata, enquanto as outras tentam o acesso nas divisões inferiores.
Em 2019, a competição passou por sua mudança mais radical e polêmica. O formato tradicional de confrontos espalhados pelo ano, com jogos em casa e fora, foi substituído por uma fase final com 18 equipes reunidas em uma única cidade, por uma semana. A ideia era criar um evento mais atrativo para TV e patrocinadores, mas a mudança dividiu opiniões e até hoje gera debate entre os mais tradicionalistas.